Em recorde histórico, Brasil atinge maior número de vagas formais da história

Segunda pesquisa divulgada na última quarta-feira (23), o IBGE apurou que no início de novembro, o número de desempregados no Brasil era cerca de 14 milhões de pessoas. Com isso, a taxa de desocupação atingiu 14,2%, seu maior patamar desde de maio desse ano.

Só para relembrar um pouco desse conceito que trouxemos no #JN2, o termo “taxa de desocupação” e “desempregado (a)” não se refere a toda a população que não trabalha. Aqui, são considerados apenas as pessoas que está procurando emprego ativamente. Ou seja, aquela pessoa que perdeu o emprego na pandemia e aproveitou para dar uma descansada, tirar um ano sabático, não é caracterizado com desempregado.

Bom, voltando a notícia…

Frente ao cenário de pandemia, sabemos que muitas empresas optaram por cortar gastos para conseguir sobreviver à essa crise. E a maneira que grande parte dessas empresas encontrou de reduzir custos, foi reduzindo o seu quadro de colaboradores. Diante desse cenário, o aumento na taxa de desemprego já era esperado.

A surpresa veio pouco tempo depois, quando o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) anunciou que em novembro, foram criadas mais de 414 mil vagas formais, o maior resultado mensal da história.

“Espera Breno, não entendi. O desemprego subiu no mesmo mês em que foi criado o número de vagas formais da história?”

Apesar do aumento no número de vagas, o número de pessoas procurando emprego também aumentou. Em julho, por exemplo, cerca de 93,737 milhões de pessoas estavam em busca de emprego. Agora em novembro, esse número saltou para 98,699 milhões. E Existem algumas razões para esse aumento na busca por recolocação no mercado de trabalho:

  • Pessoas que foram dispensadas no inicio da pandemia, deixaram de procurar trabalho pois estavam recebendo o seguro-desemprego. Ou seja, as pessoas que deixaram de procurar trabalho ativamente enquanto recebiam o benefício, não entravam na estatística de desemprego. Mas, com o fim do recebimento do benefício, essas pessoas voltam a buscar recolocação no mercado de trabalho.

 

  • Uma parte das pessoas haviam saído da força de trabalho (ocupados – que estão trabalhando + desocupados – que estão buscando emprego), porque estavam em isolamento social ou por conta das medidas de restrição. Com a flexibilização das medidas, essas pessoas voltaram a procurar emprego.

 

  • Além da retomada das atividades em algumas áreas, o fim do auxilio emergencial e ausência de qualquer outra medida assistencialista fez com que as pessoas que estavam contando com esse benefício com fonte de renda, iniciasse a busca por um novo emprego.

 

 

 

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Fonte: https://6minutos.uol.com.br/economia/esta-dificil-entender-saiba-por-que-o-desemprego-subiu-se-o-emprego-formal-bateu-recorde/
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