O comportamento dos grandes investidores durante uma crise

Nada se cria, tudo se copia.

A criatividade não é um dom. Ninguém nasce criativo. As pessoas se tornam criativas frente a uma necessidade. E crises geram nas pessoas a necessidade de trabalharem sua criatividade, seja buscando renda extra, seja empreendendo porque enxergou uma oportunidade diante ao cenário ou então porque perdeu o emprego e precisa reinventar sua fonte de renda. Qualquer que seja o motivo, a pessoa que precisa se tornar criativa busca informações e inspirações para iniciar sua nova caminhada. 

 Se trouxermos o assunto crise para o mundo dos investimentos, também iremos buscar referências para entender como os maiores investidores reagem perante a uma crise.  A diferença é que a resposta para essa pergunta poder não parecer tão inspiradora num primeiro momento. Curioso (a) para saber como agem os grandes investidores na crise? É simples, ELES COMPRAM! Quer um exemplo? Luiz Barsi, líder no ranking de investidores brasileiros, declarou sobre a atual crise: “Estou comprando tudo o que é possível”.

Para explicar esse pensamento dos grandes investidores, vamos falar sobre os seus quatro principais hábitos e nos inspirar na lógica por trás desse comportamento.

Ter dinheiro em caixa

Para comprar é preciso ter dinheiro. Os grandes investidores diversificam sua carteira de investimentos incluindo o caixa como importante estratégia. Dessa forma, quando aparecem as boas oportunidades de compra eles apenas utilizam o seu caixa de forma inteligente.

Diversificar os investimentos

Não é novidade que diversificar a sua carteira de investimentos minimiza os seus riscos. Mas aqui não estamos falando em diversificar os tipos de aplicações e sim sobre distribuir os seus papeis em empresas de diferentes setores. 

Estudar o mercado

Para Daniel Kahneman, psicólogo especializado em finanças comportamentais, o grande viés do investidor é o otimismo excessivo. No geral, investidores não enxergam risco. A maioria dos investidores acreditam que a ação que comprou vai continuar subindo. Esse comportamento explica as chamadas bolhas de investimentos.

Analisar o mercado e identificar potencial de valorização e resultados futuros, sempre olhando a longo prazo é lema dos grandes investidores.

Ter paciência

 

O grande Xeque mate.

Em sua tese, Vera Rita Mello, professora de psicologia econômica, finanças comportamentais, educação financeira e arquitetura de escolha, defende que os investidores nem sempre têm aversão ao risco, mas têm aversão a perdas.

Para os grandes investidores, esse período de aversão a perda é o grande momento onde ocorre a concentração de riqueza.

Por exemplo, quando alguém compra uma ação e essa ação entra em queda, a aversão a perda faz com que a pessoa logo venda essa ação, por medo de que esta ação se desvalorize ainda mais e ela perca mais dinheiro. Com isso, essa ação é vendida por um preço abaixo do valor que ela foi adquirida. E é nesse exato momento em que os grandes investidores atuam. Eles enxergam a queda dos preços nas épocas de crises como grandes oportunidades. Enquanto a manada segue em um movimento de venda para minimizar as perdas, investidores experientes seguem a metodologia do comprar bem agora para vender melhor no futuro.

Exemplo na Prática

 

Em 1999 as ações da Berkshire estavam em queda de 20%, no exato momento em que ocorria a bolha da internet. Nesse período, a sanidade de Warren Buffett, mestre dos investimentos, chegou a ser questionada, já que ele não tinha nenhuma ação nessas empresas de tecnologia por acreditar que essas empresas não conseguiriam manter o lucro por muito tempo. Em março de 2020 a bolha das empresas “pontocom” estourou e enquanto muitos investidores estavam perdendo dinheiro, Buffett exercia seu hábito de comprar. Nesse período, ele chegou a adquirir ações de empresas de energia, de seguros, fabricação de carpetes, produtora de tintas, empresa de material de construção e algumas empresas de outros segmentos também.

Em resumo, Warren Buffet estudou o mercado e entendeu que não valeria investir na bolha da internet, manteve seu caixa em quanto os demais investidores estavam comprando ações de empresas de tecnologia, esperou o momento de queda na bolsa para comprar ações de boas empresas de diferentes segmento de mercado com potencial valorização e resultados futuros. 

Todos os quatro hábitos exemplificados em uma “jogada de mestre”. E depois dessa aula do mestre, encerro por aqui, com uma de suas falas:

“Seja audacioso quando os outros estão com medo e tenha medo quando os outros estão audaciosos” (Warren Buffett).

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